MEU INESQUECÍVEL AMIGO JOHN Ora era eu. Ora era John. Nunca nós dois. Nunca nós ambos. Todo um infinito nos separava. Toda uma imensidão nos dividia. Jamais ocorreu a mim nem a John que houvesse comunhão possível em algum lugar para nós. Que houvesse uma forma de dividir. Uma forma de compartilhar. O que eu queria, John desprezava. O que John aceitava eu renegava. Então era assim como se habitássemos dois mundos diversos. Talvez o que me fosse por paraíso, para John fosse inferno. E o que para John era por inferno. Para mim paraíso era. Talvez ainda, vivêssemos como em ilhas distantes num imenso oceano. Cada um ilhado um do outro. Cada um sem dar-se conta, senhor em sua própria índole de sua própria solidão. Só sei que por longa data fomos próximos. De certo modo companheiros de jornada. E a vida...
HERMAGON – O RAMANCE – CONTINUAÇÃO 19/09/2019 PARTE IV CAPÍTULO XIII Passadas as exéquias pela morte do jovem, aproxima-se o dia da batalha determinada por Meríades do reinado de Egodam. O rei Medrack conserva-se ansioso e pensativo. Susana entristecida e calada, algumas vezes ausentava-se das refeições no castelo e permanecia reclusa em seu quarto. Por várias vezes, Aneliz a serva cortejada por Sidrack, ia até seus aposentos e tentava convencê-la a comer algo. Preparava uma refeição frugal e ia até junto à Rainha servi-la. Ao que Susana agradecida dizia: - Só você minha querida para confortar-me em minha aflição. Aneliz então indagava: - Mas o que a perturba tanto minha senhora? Susana respondi...
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