CORAÇÃO TRANSPASSADO
Afugenta
minh’alma o desconhecido,
Atrela-se o
espírito ao carro que alça voo,
Segue rumo
ao mais longínquo astro,
Que não
escapa ao fulgor ardente.
Fulgor do
sol que em mim habita,
E nega sua
luz a treva densa.
Noite e dia
em mim habitam,
E as trevas
a mim vem,
Quando a luz
afugento.
E fala a
lança ao coração transpassado
De que vale
o poder te secar a fonte,
De sangue
quente e rubro,
Se hei em
mim de forjar o odre,
Que recolha
o gotejar de tua seiva.
Aguarda, não
é chegada a hora...
E diz então o ancião ao
tão jovem infante
Vai,
atrela-te ao carro,
E enverga
tua armadura,
Toma do
gládio e do escudo,
Da funda a
pedra lança...
Fere o
gigante,
A testa
armada,
E a mim
regressa,
Filho meu...


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