Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2016
Imagem
A COMPLEXIDADE MINHA OU PORQUE SEMPRE ME FOI TÃO DIFÍCIL SER FELIZ Meu primeiro pensamento sempre que volto no tempo e busco lá atrás nos meus primeiros anos de infância a minha memória mais remota, esbarro na figura de minha avó. Vejo-me debruçado numa bacia com água, ela – minha avó – postada a meu lado, eu contemplando um eclipse solar. E isso não sei dizer assim de imediato se me alegra,  o que sei simplesmente é que sinto uma ausência, uma espécie de lacuna entre eu e o mundo que me rodeia. Isso no momento preciso em que esse pensamento me ocorre. Quando criança provei o que os adultos sentenciam como: criança mimada. Ou seja, tive tudo que quis, no momento em que desejei. Era essa a prontidão de meus avós para comigo. A maneira de demonstrarem que eu era tudo que eles mais amavam na vida. E fui embalado por anos nesse berço azul, recoberto por um véu protetor. O véu do carinho, do sublime deleite de se ver protegido, quando não socorrido e até diria impossibilitado...
Imagem
  O PRIMITIVO EM MIM            Há um vazio em mim e eu me desconheço, e é como se já não soubesse mais quem sou. Não há conteúdo em mim e já não percebo se quer o eco daquilo que fui. E parece que nada de novo vai acontecer e permanecerei assim, como que esquecido de mim. Como que realmente descrente de que vivi o que ficou no passado. E na realidade sei que nada mais sou que a somatória daquilo que um dia fui.      Já me é indiferente dia ou noite. Não penso na morte e tudo se vai no passar das horas. E há uma inconsistência naquilo que vivo. Parece até que nunca existi até o dia de hoje, até este momento em que ora escrevo. E o difícil é ter que esperar que as coisas aconteçam.      Os acontecimentos para cada um de nós implica em nossa ação. Naquilo que executamos. Na impossibilidade de querer qualquer coisa há o desespero precoce de não encontrar nada de que me ocupar.  ...
Imagem
CORAÇÃO TRANSPASSADO Afugenta minh’alma o desconhecido, Atrela-se o espírito ao carro que alça voo, Segue rumo ao mais longínquo astro, Que não escapa ao fulgor ardente. Fulgor do sol que em mim habita, E nega sua luz a treva densa. Noite e dia em mim habitam, E as trevas a mim vem, Quando a luz afugento.                                                                      E fala a lança ao coração transpassado De que vale o poder te secar a fonte, De sangue quente e rubro, Se hei em mim de forjar o odre, Que recolha o gotejar de tua seiva. Aguarda, não é chegada a hora...        ...
Imagem
AMOR NA MADRUGADA Clareia a vela O quarto aquecido, Agiganta a sombra, A memória dela, Que para longe de mim se foi. Vem... Te posta ao lado meu, Encanto para os olhos meus. Afaga na fronte minha os cabelos, Desliza os dedos por sobre a testa, Meu olhar se assusta... Afugenta o temor A noite avança, Doce murmúrio te aflora, Aos lábios... Apago a chama, Quedo a fronte, Enlaça-me no peito... A dor da hora.
Imagem
UM POEMA ANGELA Venha até mim, Minha inesquecível amada, Venha até mim onde quer que estejas, Meu coração bate em saudades, Dentro de meu peito. Sejas tu para mim, Como a flor que reúne, Todos os perfumes, Porque sei em mim, Amada minha, Ah! Como sei, Só tu no final serás, Dentre todas as testemunhas, De meu último sono, Aquela que na certa, Haverá de me acompanhar ao paraíso.

PRIMEIRA PARTE:

Imagem
“DA COISA EM SI E DO FENÔMENO: CONSIDERAÇÕES  FILOSÓFICAS”        Tudo que possui uma configuração no espaço e no tempo pode-se afirmar está vinculado relacionado aos inconscientes: individual e coletivo no homem, e se constitui em fenômeno. Não só a consciência registra a coisa. Vasto e por demais ainda insondável o inconsciente humano, na certa nos perderíamos numa investida rumo a fixar o que seria realidade fenomenológica humana, de natureza inconsciente, quanto ao que concerne às conformações da matéria. O máximo que podemos ter por certeza quanto ao assunto está no fato comprovado de que, o inconsciente a seu modo, se expressa quanto à coisa em si e ao fenômeno, numa expressão de realidade paralela, os sonhos e pesadelos. A percepção humana das conformações da matéria, bem como dos fenômenos em geral, e ainda das sensações e emoções que envolvem a relação ...
Imagem
“DELÍRIOS INFERNAIS” Libertai-me ó deus dos desgraçados. Minha alma sôfrega e cansada se abate dentro de mim. Indago qual foi meu delito cometido que me obriga a pagar com tão duras penas nesta vida, o querer de um corpo que se achegue a mim e me aqueça. Tenho vagado sob o consigno dos condenados, daqueles que já nenhuma esperança refrigera o fogo ardente de seu inferno. Minha vida se esvai rumo à morte e escapa de mim o deleite dos que são livres. Qual não é minha dor que só me faz querer da maldição? Desconheço do bem maior. O amor que enlaça os corpos e ata uma vida a outra vida esse eu desconheço. Lá atrás no tempo, quando ainda na força da juventude me acometeu a paixão, já aí faleceu em mim qualquer esperança, qualquer possibilidade de amar. E percorro o pretérito e busco algum vislumbre de futuro e me encontro à deriva em uma nau mal assombrada. Quem dera pudesse lançar-me na profundeza das águas pelas quais tenho vagado na certeza de que a morte me acolheria em seus ...

UM PENSAMENTO

Imagem
" POSSO NÃO CONCORDAR COM NENHUMA DE TUAS PALAVRAS  MAS MORREREI    MORREI DEFENDENDO O DIREITO DE DIZE-LAS ".                                                          VOLTEIRE
Imagem
O ERMITÃO DO MAR   Debatem-se as ondas no mar bravio e minha nave arrisca-se despedaçar-se. Luto numa batalha árdua contra a tempestade e avista meus olhos nada mais que a vastidão das águas a querer engolfar-me.      Cai a noite e com ela se abranda o mar. Cansado da batalha travada meu corpo busca aconchego em meu barco que flutua. O céu límpido e estrelado me alegra o coração e me sinto enternecido e os nos olhos me abate um semissono. Sinto a brisa marítima no rosto, bem como os doces lábios de alguma ninfa de relance tocam os meus, e adormeço.      Ermitão que me fiz no mar, meus sentimentos estão sempre voltados para o insondável oceano que me cerca. E no hábito de nenhuma voz ouvir, por vezes quero do canto de uma sereia, doce ilusão minha.       Tem os dias em que ancoro nos portos para me abastecer de mantimentos e aproveito para tomar um bom trago de vinho e ter em meus braços alguma donzela que v...
Imagem
RENASCENDO PARA A VIDA A esperança ressurgiu em meu coração. Ressuscita em mim toda a potência de vida que havia me abandonado. Ergui-me do limbo no qual me enlameava e meus pensamentos estão em harmonia com minha felicidade, com o prazer de viver. Sinto-me fortalecido emocionalmente bem como meu espírito está fortalecido e minha fé é atuante. De modo milagroso consegui me despedir de fases passadas de minha vida. Deveras nós somos o fruto de nossos pensamentos. Percebo que regresso cada vez mais à possibilidade de usufruir da felicidade que se apresenta. Espero que venha até mim a inspiração para a escrita de modo inusitado e inovador. Percebo em meu coração que vivo um momento de alívio, como um milagre alcançado. Já não lamento as perdas consideráveis que sofri. Antes me disponho com serenidade viver uma nova vida. Minha mente se abre para as coisas do espírito, e minha alma encontra-se liberta de uma opressão mental que muito me fez sofrer. Principio a agir com ser...