"HERMAGON - O ROMANCE: CONTINUAÇÃO 23/05/2019




       Já Duran tomou providências de ter outro encontro com a sacerdotisa de Egodam para juntos levarem adiante uma trama que lhe ocorreu. Desta vez Duran providenciaria de enviar mensagem para que ela fosse a seu encontro, distante do templo sagrado.



CAPÍTULO VIII


      Nos festejos de solstício havia um cerimonial dedicado à deusa da Fertilidade. Neste cerimonial todos os habitantes tomavam parte num rito de ofertório e aclamação a deusa pela fartura da colheita e da fertilidade da terra. Desde os nobres como todo o povo, com exceção das crianças, comiam pão levedado com uma mistura de ervas adocicadas preparados, nos recintos do templo, e servidos pelos sacerdotes e sacerdotisas.
     Faltava três dias para a data do solstício, quando Duran conseguiu seu encontro com a sacerdotisa de Egodam.  Ele tinha um plano infalível, que levado a cabo com êxito, retiraria de seu caminho Sidrack como sucessor do trono de Hermagon.
     - Bem, temos que ser breves disse a sacerdotisa. Não posso me demorar. Disse que iria me encerrar para preces em meus aposentos e então sai sem ser vista como combinamos.
     - Ótimo, disse Duran – Não nos demoraremos.
     - Você enquanto sacerdotisa, habituada ao preparo das ervas para a celebração dos festejos e do ritual que está próximo a acontecer, deve ser conhecedora de alguma erva venenosa, de efeito fatal.
     - Sim deveras tenho experiência com ervas e sei bem distingui-las conhecendo inclusive as venenosas.


      - Pois bem era o que eu imaginava – Retrucou Duran, acrescentando – Tenho um plano infalível para dar cabo de Sidrack. Preste atenção:
       - Você deverá tomar da taça dele onde será servida a mistura das ervas e nela acrescentar o veneno. Os nobres são servidos separadamente, os primeiros a celebrarem no festejo então eu designarei junto ao templo que você fique responsável de servi-los. – Acrescentou quase que dum fôlego só Duran.
        - Daí tudo estará solucionado. Você servirá a poção fatal a ele e ninguém desconfiará sequer qual o motivo da morte súbita do príncipe.
       - Mas... Será um risco para mim – disse a sacerdotisa. O rei pode querer investigar a morte do filho. Tenho medo.
       - Quem poderia deduzir ter sido eu ou você a tramar o assassinato dele? Deixe de ser tola. E, ainda mais considerando a ocasião em que se dará os acontecimentos. Justamente numa celebração sagrada. – Foi o argumento de Duran. Argumento este que convenceu a sacerdotisa a auxiliá-lo na execução do plano maquiavélico.






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