HERMAGON: O ROMANCE - CONTINUAÇÃO 17/05/2019
Porém, o que Medrak só queria mesmo era estar
convicto que sua querida tia Susana não corria perigo algum de ter seu segredo
revelado.
CAPÍTULO III
A primavera avançava e em breve viria o solstício de verão. Na corte de
Hermagon pairava no ar tristeza e dor. O rei Medrack sabia que não deveria
demorar muito em convocar suas forças de guerra para treinamento e combate.
Obsedado por saber que o assassino de Beliel se encontrava justamente em
seu reino fazia com que se sentisse ainda mais amargurado. Pois em sua
consciência não havia espaço para o consentimento com tal ato, principalmente,
executado de acordo com o que lhe narrara o cavaleiro Lion.
Susana por sua vez, desde o fatídico incidente com o corvo na sala do
trono, que foi em sua direção como para atacá-la. Sentia-se temerosa, aquilo era
na verdade um mal presságio, estava convencida disto.
Duran em sua natureza de caráter sórdido e dado a vilania, passava horas
encerrado em seu quarto maquinando consigo o que haveria de fazer doravante.
Continuava a ambicionar o trono, ainda que para isso tivesse que dar cabo do
sobrinho. E talvez, justamente por ser as preocupações de Duran de ordem tão
sórdidas, no entanto sentindo-se privado da executá-las, sofria este também a
seu modo sua medida de ansiedade e angústia.
O príncipe Sidrak percebeu esta alteração na atmosfera que pairava por
sobre os habitantes do castelo real. Seu pai no geral, sempre pensativo, com o
olhar distante do que se passava ao seu redor, bem como sua tia que há muito
não lhe procurava para uma conversa agradável ainda que trivial, por sua vez também demonstrava seriedade e
tristeza. Raramente Sidrak a via sorrir, e quando isto se deva, no geral era
porque ele a conduzia a isto.
O tempo de certo modo urgia para os três: Medrack, Susana e Duran. O
primeiro porque não podia tardar em tomar providências no sentido de defender
seu reinado do ataque que estava por vir. A segunda porque a própria natureza a compelia a
desmistificar o acontecimento sombrio, que a tornava a cada dia mais abatida.
Já Duran em sua ânsia de poder e grande ambição, precisava que lhe
viesse alguma ideia ou perspectiva de realização de seus planos.
No solstício de verão ocorria uma celebração sagrada aos deuses, da qual
todo o povo do reino participava. Soberanos e plebeus.
Os festejos desta celebração
marcará o rumo dos acontecimentos que virão.
O rei Medrak decidiu que passados os festejos haveria de convocar seus
soldados, levando ao conhecimento de todos a guerra estava por vir.
Susana decidiu consigo própria procurar alguma sacerdotisa que lhe
auxiliasse a desvendar o mistério do incidente com o corvo.
Já Duran tomou providências de ter outro encontro com a sacerdotisa de
Egodam para juntos levarem adiante uma trama que lhe ocorreu. Desta vez Duran
providenciaria de enviar mensagem para que ela fosse a seu encontro, distante do
templo sagrado.




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