HERMAGOM: O ROMANCE - CONTINUAÇÃO - 07/05/2019








Pouco tempo após Sidrak haver se retirado, Duran levanta-se, pede licença e sai. Ficaram o rei Medrak e sua irmã Susana. Ambos permaneceram por certo tempo, sem trocar palavra um com o outro, envolvidos cada um em seus pensamentos.
     Medrack então virou-se para a irmã e disse:
     - Bem vou para meus aposentos repousar.
     -  Sim – consentiu ela – Deve mesmo procurar repousar, estás muito abatido. Penso até que aconteceu algo que evitas me participar.
     O rei levantou-se da cabeceira da mesa e, sem retrucar às palavras de Susana pediu licença a esta e foi rumo ao seu descanso.
     


CAPÍTULO II


     Narremos agora Duran seu encontro marcado, com a sacerdotisa do reino de Egodam, que habitava os ambientes sagrados em Hermagom.
     Na hora marcada, à tarde, Duran encontrou-a na fonte próxima aos recintos dos cerimoniais, como dissera o noviço.
     Duran então olhou para os lados a confirmar se ninguém os via ou ouvia. E, então inquiriu a sacerdotisa:
     - Este nosso encontro, foi marcado porque sei bem que deves estar a par do que se passa no reinado de Beliel. Preciso que me reveles o que sabes, pois não compreendi ainda de que modo, misterioso e súbito meu sobrinho Medrak apareceu aqui liberto de seu cativeiro.
     As sacerdotisas consagradas com voto de silêncio. Traziam à cabeça um véu que oculta-lhes, de acordo com o costume, parte da face. Só mostravam o rosto na necessidade mesmo de pronunciar alguma palavra.
     - Retirando o véu proferiu a religiosa: “Acaso não sabes que ocorreu tragédia em Egolam.  Mistério sim envolve o regresso de teu sobrinho, porém assim que o vi de regresso, tratei de conseguir contato com mercadores que passam próximo aqui vindos de Egolam. E me disseram que Beliel foi assassinado.
       Duran tomado pelo susto da súbita notícia. Dá alguns passos para trás, e, virando as costas retira-se do local.
        Assim como Medrak o rei, se viu aflito com a notícia da morte de Beliel, também Duran recebeu a notícia como um golpe, uma seta que sacada de uma aljava lhe feriu o peito. Porém, enquanto o primeiro, afligiu-se em seu coração pela ignomínia do ato. O segundo recebeu o golpe, ultrajado e frustrado em seus planos. Além do que, temeroso se sentiu, caso fossem investigar a morte do rei e viesse as claras sua traição ao seu cunhado, o rei.
        Foi assim que Duran após percorrer a esmo, longa distância, cansado recostou-se num tronco de árvore e pensou de imediato, consigo mesmo: “a primeira coisa a fazer é dar cabo desta sacerdotisa espiã, ou tirar algum proveito dessa situação”






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