HERMAGON  O ROMANCE  -  CONTINUAÇÃO

NOTA AOS LEITORES: QUANTO AOS INÚMEROS ERROS GRAMATICAIS ATÉ AQUI                                                     COMETIDOS, GARANTO QUE ME ESFORÇAREI EM EVITÁ-LOS.






      Em verdade, o acontecimento da trágica morte do rei, provocara transformações profundas no jovem príncipe. Jovem dotado de mansidão e sentimentos sublimes, alimentando na juventude a esperança de algum dia ver mudanças no comportamento tirânico do próprio pai, enquanto rei. E acima de tudo rapaz religioso, freqüentador dos cerimoniais sagrados. Parecia agora um outro homem. Durante aqueles três meses, o pouco que saiu de dentro do castelo, onde encerrava-se solitário, todos os que o viam, percebiam diferença em suas feições.
        O povo assombrou-se numa manhã em que caminhava numa das praças ao redor do castelo. Alguns plebeus dele se aproximavam, inclinando-se e saudando-o com pesar. Um homem maltrapilho do povo, inesperadamente então, atira-se aos pés do príncipe e diz:
       - O amado príncipe me doe muito a perda de seu pai. Ainda assim suplico-lhe um tostão majestade.
       Foi quando Meríades enfurecido, toma do rebém que trazia consigo, pois havia deixado a certa distância seu cavalo. E começa a açoitar violentamente o pobre homem vergado a seus pés, esbravejando:
      - Imprestável mendigo, atira-se por sobre mim nestes trajes rotos. Exalando um odor terrível. E ainda me pedindo dinheiro.
     O pobre homem então afastou-se em lágrimas suplicando mil perdões ao nobre príncipe.
     Neste mesmo dia, ao regressar ao castelo, encontra sua madrasta e para surpresa desta, lhe dirige a palavra mansamente dizendo:
     - Ó cara Ília, perdoai-me se até o dia de hoje sempre lhe fui indiferente. Imagino a dor que não abrigas no peito, pelo horror da cena que comigo contemplaste no trono de meu pai.
Doravante garanto-te que serás mais participante nas decisões e acontecimentos deste castelo. Afinal pretendo ser rei e não possuo consorte que me seja por rainha. Bem como nem sei se isso tão cedo virá a acontecer. Então és sem dúvida aquela que comigo reinará por sobre as terras de Egolam.
    Ilía emocionada com as palavras do enteado vira as costa e retira-se chorando, e com as mãos a recobrir o rosto.
    Naquele dia ainda, Meríades convoca um dos escribas do castelo e dita a este as seguintes palavras, que deveriam ser lidas ao povo no pátio do castelo.


    Completava-se os três meses do falecimento do rei Beliel o que de certo modo movia com mais indignação o coração do príncipe. Ditou então ao escriba as seguintes palavras:

    “Povo de Egolam,

      Ouvi atentamente as palavras de vosso príncipe Meríades. Com o coração ainda atravessado por flecha envenenada que lhe provoca terrível dor e sede de vingança.
     Convoco todos os cavaleiros de guerra, bem como todo homem com idade e vigor inferior aos sessenta anos, a partir sobre minha própria liderança contra o reinado de Hermagon. Pois, foi de lá que veio de forma traiçoeira, fruto de uma aliança travada com este reinado, o golpe desferido que provocou a morte do rei Beliel meu pai.
     Não atacaremos de forma covarde. Hermagom será anunciada de nosso levante de guerra contra seu reinado. Isto para que no futuro não digam: Foi com covardia que o trono de Egolam se vingou e dizimou Hermagon.
     Estamos em plena transição do outono para o inverno. O ataque não se dará de modo apressado. Antes aguardaremos a entrada do inverno vindouro, daqui a um ano, para o ataque.
     O inverno é época propicia para a futura guerra, uma vez que em nossas terras reina a maior parte do ano clima frio.
     Os soldados e demais homens estarão sem dúvida em melhor disposição para o combate.
      Portanto, cerca de um ano temos nós para nos preparar para. O soldados se  aplicarão nos exercícios de guerra, bem como os demais homens que haverão de lutar na retaguarda serão treinados de forma árdua, persistente, para que se tornem capazes para atacar com coragem o inimigo.
      Que os deuses estejam conosco. Faremos celebrações constantes de oferendas no templo. Todo o povo receberá, a partir da leitura deste Edito, mantimentos em dobro sem cobrança de tributo para seu sustento, até que chegue o dia da fatal batalha.
      Estas são as palavras de ordem do príncipe Merídes que ora trona, filho do falecido rei Beliel.


                               Salve Egolam, o Príncipe e seu falecido Pai.



CAPÍTULO IV



       O tempo transcorria imperturbável tanto em Egolam como no território de Hermagom.
       Em Egolam os soldados e os homens na grande maioria, exercitavam-se dia a dia para a batalha que deveria ser travada no início do inverno.
       O príncipe Meríades passava a maior parte do tempo nos recintos do castelo. Embora tenha se tornado mais afeiçoado a sua madrasta, quase não trocavam palavra. A não ser nas refeições quando, vez ou outra Ília comentava:
       - Meríades meu caro, você tem que procurar se alegrar com alguma coisa. Pense comigo: você precisará se casar para ter um herdeiro para o trono. No entanto não sai de casa, nem promove nenhuma reunião na corte, onde possa conhecer algumas damas.
       Ao que Meríades retrucava:
       - Só interessa-me no momento a vingança da morte de meu pai, e nada mais.
       Isto feito. Pensarei nestes detalhes.
       Ília então se calava.
       Ela chegou a procurar um dos sacerdotes nos ambientes sagrados do reino, porém este disse que já haviam convocado uma visita deste ao templo para ter com seu mentor. Porém a resposta de Meríades foi que por enquanto não se julgava digno de ir ter com ele.
      Dia após dia foram se passando e a primavera chegou ao fim. As flores, encanto da estação, foram aos poucos desaparecendo e adentrou o verão.










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