HERMAGOM: O ROMANCE - CONTINUAÇÃO 20/04/2019




      Dia após dia foram se passando e a primavera chegou ao fim. As flores, encanto da estação, foram aos poucos desaparecendo e adentrou o verão.



CAPÍTULO V



        Na região onde se encontravam ambos os reinados: Hermagom e Egolam, as estações do ano eram bem definidas, sendo que o inverno era rigoroso e o verão quente, porém  devido as matas que predominavam na região, se fazia mais brando. O outono e a primavera eram estações amenas.
        Certo dia Anelis encontrava-se com Sidrak num descampado um pouco distante do castelo de Hermagom. Deitados na relva contemplavam o céu, azulado, com um sol radiante e nuvens brancas como algodão.
        Já fazia tempo que permaneciam os dois ali, transpirando ambos, o aroma do amor. Envolvidos pela paixão que desabrochava em flor no coração de ambos os jovens.
        - Bem, melhor irmos agora – disse Sidrack – Não quero começar a ser indagado por ninguém no palácio, a cerca de minhas ausências. Principalmente por meu pai.
       Levantou-se e estendeu a mão a Anelis, que o fitou meio entristecida, porém pondo-se de pé abraçou-o e beijou-o com ardor.
        - Vá indo adiante, vou ficar mais um pouco, andar um pouco a derredor e ver se encontro umas amoras que possa colher e levar para casa.
        - Esta bem - Disse o príncipe e partiu não sem antes roubar da jovem mais um beijo.
        Anelis então começou a caminhar pelas proximidades, procurando pés de amora que pudesse colher, colocar na cesta que trouxera com frutas de para seu amado. Sua mãe haveria de ficar contente e fazer das amoras deliciosa geléia.

       Fazia já algum tempo que moça caminhava, afastara-se já da relva onde se encontrava e adentra a mata.
       Conhecia bem o local e não havia risco de perder-se. Pegou o caminho de uma trilha ladeada de árvores e prosseguiu adiante.
       Não chegou a caminhar uns cem metros, quando avistou vindo a seu encontro no caminho um cavaleiro de capa escarlate e espada na cintura. Este veio a seu encalsso e  descendo da montaria, inclinou-se e saudou a dama.
      Aneliz então interpelou o rapaz:
      - De onde vens? Nunca o vi por aqui. Na certa não és morador em Hermagon. Deves vir de outro lugar e na certa cavalgas já há bom tempo. Pareces cansado.
      - Realmente não sou destas paragens gentil dama. Sabes me indicar qual caminho devo pegar para chegar até o castelo do território de Hermagon?
      - Perfeitamente que sim. Sou uma plebéia do reino.  Trabalho no momento inclusive na cozinha do castelo.
      -   Ora, pois se me conceder a gentileza de montar comigo em meu cavalo e conduzir-me até lá, ficarei imensamente agradecido.







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