JESUS CRISTO – “O CAMINHO, A VERDADE
E A VIDA”
PARTE UM
Desde os idos remotos da história da humanidade, constata-se
de forma inegável a busca humana de desvendar os mistérios em que implicam a
existência do homem por sobre a terra. Na verdade até os dias de hoje continua
o homem a debater-se com o enigma que ele mesmo representa perante si próprio.
E qual não é o homem que voltando seus olhos para seu interior não se deparará
aí com um insondável universo, tão vasto quanto aquele que contempla quando
volta seus olhos para os céus?
Porém um fator é inegável se considerarmos no decorrer do
tempo a evolução do pensamento humano em todos os seus aspectos. A ânsia do
homem sempre esteve em encontrar a verdade. A maior fraqueza humana consiste na
negação do homem de que ele não passa de uma obra criada. E só o criador de uma
obra a conhece e é capaz de defini-la em verdade e sem mistérios.
É inegável que sendo ele, o homem, o único animal dotado de
consciência de si, consciência de existência, senhor portanto de sua vontade.
Nada mais justificável que essa mesma consciência pulse sempre na ânsia de uma
compreensão plena de si mesma. Mas é esta mesma consciência de si próprio que
acusa e sempre acusará o homem da sua impossibilidade da compreensão do todo.
Do mundo, da natureza que o cerca, do universo que o envolve e de sua própria
essência.
Porém, acredito que já é passado o tempo do homem admitir que,
ele de modo algum é senhor das respostas aos mistérios que envolvem sua
existência e o universo. Admitir a existência ou não de um Ser Supremo, um Deus
criador já é mais que uma necessidade humana. Constitui-se no único caminho
para que ele encontre paz. O pensamento humano evoluiu e evolui sim no campo
das ciências em geral. No entanto estou certo de que é justamente do orgulho
humano, no ato de seu pensar e conceber o conhecimento, que o homem na certa
encontrará sua fatal destruição. Infelizmente a base para que haja evolução
científica ou real produção do homem no campo da ciência, tem-se pautado até
hoje numa louca confiabilidade do homem em sua razão. E a cada dia passa a se
tornar mais difícil a consumação de um ato de fé em detrimento da vontade e da
razão humanas.
Já se passaram mais de dois mil anos que um Homem esteve sobre a terra e consumou a vitória
sobre a real e fatídica condição de todo homem. A morte.
Ora, não sou homem de pouco estudo ou instrução, sei de mim o
quanto é deveras difícil vencer-se na razão e admitir perante si mesmo que a
insistência na busca de desvendar o mistério da vida conduz sim ao claustro da
loucura.
Somente Jesus Cristo enquanto homem não só afirmou de si
próprio ser Deus, como por suas próprias obras e vida terrena o provou. E mais
que isso, venceu o impossível a todo mortal. A morte.
A ressurreição de Cristo abriu as portas, para todo aquele que
crê finalmente ter seu encontro com o eterno, a verdade, o absoluto.
Jesus vindo a terra
feito o Verbo Encarnado, o Deus Vivo que esteve entre nós, norteou-nos com seus
ensinamentos ao caminho que conduz a verdade. E por Ele – através de seus Evangelhos,
ensinamentos – tornou-se possível a todo e qualquer homem alcançar o que é atributo
de Deus, a vida eterna, a eternidade.
PARTE DOIS
O homem desde seus primórdios toda vez que reconheceu sua
impotência perante os desafios da sobrevivência, da luta pela vida, consciente
de sua fragilidade e finitude, principiou a reverenciar um poder para além do
dele. O poder de um Deus ou deuses.
Na atualidade assim como no passado, a humanidade encontra-se
fracionada em crenças. Bem como assim como no passado habitou no coração de
muitos homens a insensatez e a prepotência da descrença, persiste ainda hoje a
negação de qualquer fé por parte de muitos. Ainda hoje persistem aqueles
capazes da crença de que por seu limitado poder, tudo conseguem explicar, tudo
desmistificar. Os homens das ciências nos dias de hoje persistem impolutos e
irreverentes perante a aceitação de um Poder Sobrenatural, o poder de um Ser
Supremo. Negam a todo custo a existência de um Criador. Talvez porque admitir
isto subtraia deles, os diminua em sua real capacidade de desenvolvimento
intelectual. Quero crer que a seu modo admitir Deus é necessariamente submeter-se
humildemente aos inegáveis mistérios que O reveste. A Ele o Criador e à sua
criação. Negar Deus implica sim em negar o mistério e, portanto é também uma
forma de limitar-se na possibilidade do conhecimento.
Importante é considerar que Aquele que esteve entre nós, o
Cristo, realizou o que nenhum homem de ciência até hoje foi capaz. O milagre em
sua plenitude. Ele sim foi Senhor de todo o poder, por isso mesmo na certa afirmou,
“Eu e Deus somos um”. Até Jesus encontramos sim registros de muitos
acontecimentos, feitos grandiosos, milagres realizados por Deus em seu poder,
além de outros feitos realizados por homens que também implicaram em milagres,
os quais admitiam que os realizavam pelo
poder de Deus neles.
No entanto somente Jesus, em sua concepção sagrada pela
Virgem Santíssima, tornou-se aquele que habitando na terra, garantiu ao homem,
a todos os homens, o seu resgate para a eternidade. Seja pelos milagres que
realizou, pela sua Palavra Libertadora que pregou ou essencialmente pela sua
morte e ressurreição dentre os
PARTE TRÊS
E então que dizer? Jesus foi Homem e Deus. Venceu a morte e
ressuscitou dos mortos... Além do que por sua própria pregação prometeu a todo
aquele que nele crer a ressurreição e vida eterna. Ora mentiroso é o homem que
afirme não temer a morte ou o mistério que a envolve. Qual homem seja em que
idade da vida, não gostaria mesmo de poder deparando-se com a morte estar livre
dela? O ato de fé em Jesus Cristo. A real novidade de seu evangelho. Creio
fielmente que está em sua promessa de vida eterna, para todo aquele que nele
crer. Ele, Jesus venceu a morte, e pela sua vitória ficou garantida também a
vitória a todo aquele que com fé se achegar a Ele.
Todo e qualquer homem sabe perfeitamente que é capaz do bem e
do mal. Que viver implica em respeitar leis. Ninguém, nenhum homem está livre
de sua consciência. E ser realmente livre implica indubitavelmente em agir de
acordo com a consciência. Em verdade todo aquele que infringe as leis de sua
consciência perde sua liberdade. Somente Jesus Cristo, enquanto Deus foi real
Senhor da vida e, pela sua perfeição ao ser condenado à morte conseguiu
vencê-la, garantindo assim como está prometido a vitória sobre a morte para
todo aquele que Nele crer.
Bem como do mesmo modo há milênios, nas escrituras hebraicas
do velho testamento existe promessa de resgate da morte para o homem, mas isso
sob a condição que se busque a santidade, a perfeição divina, através do
mandamento: “Sede santo, porque Eu sou Santo”, pode-se afirmar que o homem
desde a antiguidade teve oportunidade de esperança na eternidade, atributo do
Criador. Mas viveu nessa esperança até Cristo. Somente depois da Encarnação do
Verbo em Jesus Cristo, através da Concepção Sagrada da Virgem Santíssima, ficou
garantido ao homem o caminho verdadeiro e infalível para a vida eterna. E este
caminho está aberto a qualquer ser humano. Isto, desde de que, siga o Evangelho
de Jesus Cristo, seus ensinamentos. Só assim morre o homem para esta vida
terrena e pela sua prática cristã se renova a cada dia e aproxima-se à imagem
do Criador. Consequentemente terá a vida eterna.



Importante não se esquecer que Jesus foi o principal marco na divisão das eras históricas.
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