HERMAGON – O ROMANCE CONTINUAÇÃO

       Consumada a tragédia, justamente nos festejos em Hermagon do Solstício de Verão. Houve tumulto entre soberanos e súditos.
        O amigo de Meríades jazia morto no chão. Uma turba reunia-se por sobre seu corpo. O rei Medrak havia atentado para a serva que servira ao jovem a taça da mistura de ervas amargas. Gravou consigo que ela trazia a mão recoberta por fino tecido, evitando que sua mão fosse exposta ao servir a taça.
        Guardou este detalhe- consigo. Meríades pranteava por sobre o corpo do jovem morto e Susana angustiada apegava-se em lágrimas ao peito do Rei Medrack. O qual disse em alto tom de voz:
       - Acalmem-se todos!
       - Providenciemos recolher o corpo do jovem para os devidos cortejos fúnebres.
       Duran já desaparecera da cena do crime, refugiando-se em seus aposentos no castelo.
       A sacerdotisa temerosa regressou aos ambientes do templo onde recolheu-se em sua clausura, do voto de silêncio que tempos atrás chegara professando em Hermagom.




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