CORAÇÃO TRANSPASSADO Afugenta minh’alma o desconhecido, Atrela-se o espírito ao carro que alça voo, Segue rumo ao mais longínquo astro, Que não escapa ao fulgor ardente. Fulgor do sol que em mim habita, E nega sua luz a treva densa. Noite e dia em mim habitam, E as trevas a mim vem, Quando a luz afugento. E fala a lança ao coração transpassado De que vale o poder te secar a fonte, De sangue quente e rubro, Se hei em mim de forjar o odre, Que recolha o gotejar de tua seiva. Aguarda, não é chegada a hora... ...